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Autor: Admin

​Situação dos auxiliares de educação infantil volta a ser debatida na Câmara

O debate sobre a situação dos auxiliares de educação infantil, que apesar de desempenharem função de professor, não recebem como tal e não estão enquadrados no Plano de Carreira Cargos e Salários do Magistério Municipal foi novamente trazido para o Legislativo pelo vereador Gilson Feitosa (PT), durante a sessão de ontem (11), da Câmara Municipal de Pato Branco.O vereador usou o espaço do Grande Expediente para falar sobre o assunto. Ele iniciou seu pronunciamento lendo um documento protocolado na Câmara e assinado por auxiliares de educação infantil que pedem para o Legislativo solicitar informações e uma solução do Executivo.“Somos quase cem profissionais que atuam nas creches do Município. Nosso trabalho vai desde o berçário até a alfabetização de crianças. Contudo, por falta de apoio dos nossos superiores, estamos tendo uma desvalorização salarial e profissional, pois não estamos enquadradas na área de educação do nosso município”, diz o documento.Após a leitura, o vereador anunciou que irá encaminhar ao Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho e ao Tribunal de Contas do Paraná, denúncia de que o prefeito Augustinho Zucchi (PDT) estaria cometendo ato de improbidade administrativa diante dessa situação.“Eu e o vereador Raffael Cantu (PC do B) estivemos em todas os Centros de Educação Infantil (CMEI) do Município. Constatamos que nos 20 centros existem 130 turmas e temos apenas 24 professores concursados. As turmas que não tem professores são regidas pelos auxiliares de educação infantil”, disse Feitosa.Ainda segundo ele, a orientação do Ministério da Educação é que as crianças devem ser atendidas por professores e o Executivo estaria cometendo uma irregularidade ao permitir que as turmas sejam conduzidas por auxiliares de educação infantil, o que configura também um desvio de função.“Não queremos que o prefeito fique cometendo irregularidades, nós estamos aqui enquanto vereadores para ajudar o Executivo. No início do ano sugeri ao prefeito que fizesse uma pesquisa sobre o caso, mas muito pouco foi feito para resolver a situação. Queremos contribuir para que o município promova a justiça. Se elas passaram num concurso para tão somente cuidar das crianças, deveriam fazer apenas isso”, argumentou.O líder do governo na Câmara, Claudemir Zanco, o Biruba (PROS), disse que há cinco anos vem defendendo a categoria, inclusive, buscando uma solução para essa situação. “Elas são professoras, e isso todos nós temos consciência. Agora, elas não estão em desvio de função. Elas ingressaram no Executivo pelo concurso para o cargo de auxiliar de educação infantil e no concurso dizia que elas teriam que preparar aula, ser docente”, disse Biruba, lendo as atribuições do cargo, que entre elas está “executar o trabalho docente”. Por isso, no seu entendimento, não há desvio de função.