Notícias

Pato Branco, PR °min °max

Autor: Admin

Abertura de crédito no valor de 1,5 milhão é arquivada

Na sessão ordinária de ontem (16), da Câmara Municipal de Pato Branco, a vereadora Márcia Kozelinski (PPS) usou o espaço do grande expediente para relatar sobre o Projeto de Lei 116/2006, o qual foi relatora, e que buscava autorizar o executivo a abrir Crédito Suplementar no Orçamento de Pato Branco no valor de R$ 1,5 milhão. “Recebi o projeto no último dia 21, quando começaram especulações de que eu teria dado parecer contrário ao projeto. Depois de analisá-lo, fiz requerimento ao executivo solicitando informações, com objetivo de saber o que seria feito com os recursos aprovados pela suplementação. Na semana passada, em conjunto com o presidente da Comissão de Orçamentos e Finanças, vereador Marco Pozza (PMDB), exaramos parecer contrário ao projeto, sendo que o terceiro membro da comissão, vereador Aldir Vendruscolo, foi contrario esse parecer”, relatou.De acordo com a vereadora, uma série de polêmicas foram geradas por conta desse projeto. “Fizemos requerimentos buscando ter acesso a gravações do que fora dito nos meios de comunicação durante o período de tramitação desse projeto”. Márcia ainda defendeu a Comissão de Orçamento e Finanças e seu presidente. “A relatoria da matéria era minha responsabilidade. Se o orçamento foi elaborado pela prefeitura em conjunto com a comunidade, ele deve ser cumprido, como manda a lei”, finalizou.O vereador Marco Pozza argumentou que as decisões tomadas como membros da Comissão de Orçamentos e Finanças, são baseados em documentos e dados administrativos. “Trabalhamos buscando o melhor para o município. Acredito que falta em nosso município um planejamento orçamentário que tenha suas metas colocas em prática”, desejou.O líder do governo na câmara, vereador Aldir Vendruscolo (PFL), declarou que não é normal a ocorrência de tantas alterações no orçamento. “Acredito que é necessário valorizar o estabelecido nas Audiências Públicas. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Plano Plurianual (PPA) são a modernidade na administração pública, estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Existe razão em querer que o orçamento seja cumprido assim como foi elaborado, mas temos que buscar um consenso e encontrar uma saída, existe base legal em votar contra esses projetos, mas a prefeitura está com muitas dificuldades e precisamos lutar pelo município”, pediu.O vereador Volmir Sabbi, assim como os vereadores Guilherme Silvério e Cilmar Pastorello, declararam apoio a Comissão de Orçamentos e Finanças. “Essa comissão fez um trabalho sério e ético, assumindo posturas polêmicas na defesa do que foi debatido em Audiências Públicas”, alegou Sabbi. “O que acontece com as metas fiscais de onde estão sendo retirados recursos. Elas não serão cumpridas? E como ficam as pessoas que dependiam ou esperavam por elas?”, indagou o vereador.Os vereadores Valmir Tasca (PFL), Osmar Braun (PV) e Nelson Bertani (PDT), admitiram, assim como Aldir Vendruscolo, que a prefeitura cometeu um erro. “O executivo realmente está fazendo muitas alterações. Porém, acredito que o mais importante a ser dito, é que isso não está causando prejuízo a população. Quando estava no meu primeiro mandato, lembro que haviam alterações, mas em menor número, pois como disse o vereador Sabbi, o orçamento é flexível. Vejo que na elaboração do orçamento, você conta com recursos do governo do estado, por exemplo, que acabam não sendo liberados. Com isso, você acaba obrigado a remanejar recursos. Acredito que no próximo ano não precisaremos fazer tantas alterações”, disse.