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Autor: Admin

Câmara aprova subvenção social no valor de R$ 18 mil

“Dados da Organização das Nações Unidas (Unesco) mostram que, atualmente, 17 milhões de adolescentes estão consumindo álcool excessivamente no Brasil”, citou o presidente do Programa S.O.S Vida, Adair Kill, convidado pelo vereador Aldir Vendruscolo (PFL), para usar a tribuna na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Pato Branco, realizada nesta segunda-feira. Kill também relatou que segundo psicólogos e psiquiatras, de cada dez adolescentes que experimentam o álcool, três se tornam alcoólatras ou dependentes outras drogas.O motivo do convite foram os projetos 68 e 64/2006, aprovados recentemente pela Casa de Leis. O primeiro declara de utilidade pública municipal o Centro de Recuperação de Toxicômanos e Alcoólatras S.O.S Vida. O segundo, concede subvenção social ao programa, no total de R$ 18 mil, divididos em 12 parcelas de R$ 1.500.“Recuperar um dependente não é fácil. Não acredito que exista uma cura e não é o S.O.S. Vida que vai resolver o problema das drogas em nossa sociedade. Procuramos dar uma chance para que o dependente reflita sua vida. A grande maioria continua no vício por culpa do preconceito da sociedade”, ressaltou Kill.Depois de enfrentar problemas na busca por uma casa de internamento, o programa conta agora com uma construção situada no Recanto Franciscano. O terreno é uma concessão e pertence a Província Franciscana da Imaculada Conceição. “A nova casa pode abrigar até 25 pessoas, e nela serão aceitos jovens do sexo masculino com mais de 15 anos”, informou.Para encaminhar um dependente, é necessário ir até o escritório do S.O.S. Vida, localizado nos fundos do Pavilhão São Pedro e que funciona todas as tardes de 13h30 as 18h00. As pessoas passam por uma entrevista e são encaminhadas para um trabalho de desintoxicação. Depois disso, terão que participar das sessões da Pastoral da Sobriedade, entidade parceira do S.O.S. Vida, por um período de aproximadamente dois meses. Passando por essas etapas, o dependente é internado de forma voluntária por um período de quatro a nove meses, dependo de sua recuperação e da sua vontade. Kill ressalta que a família deve participar da recuperação, freqüentando as reuniões da Pastoral de Sobriedade.