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Autor: Admin

Câmara aprova título de Cidadão Honorário a Alberto Pozza

Morador de Pato Branco há 61 anos, o pioneiro Alberto Pozza, que completou 84 anos no último dia 11, deve ser o próximo Cidadão Honorário de Pato Branco. A Câmara Municipal votou e aprovou o projeto de decreto legislativo de seu título nas sessões de ontem e segunda-feira, com nove votos a favor. Por exigência do regimento interno, só absteve-se de votar o vereador Marco Antonio Augusto Pozza, proponente da homenagem e neto do homenageado.Nascido em Nova Bremi (RS), Alberto Pozza mudou-se com seus pais para a região em 1947, mas a primeira vez que veio a Pato Branco foi ainda em 1946, com 22 anos. Foi aqui que ele se casou com Izolda Viganó Pozza, a primeira mulher motorista de Pato Branco. Pozza exerceu, ao longo dessas seis décadas, influência na construção civil, na política, na Revolta dos Posseiros de 1957 e também na cultura e literatura do município. Até 1955, trabalhou como caminhoneiro, indo muito a Porto Alegre e São Paulo comprar mercadorias para serem vendidas no Armazém Parzianello, no qual era sócio. “Pato Branco deveu muito na época aos caminhoneiros, porque muitos deles puxavam mercadoria, tijolos, telhas, e só cobravam o combustível, sem cobrar frete da igreja, dos colégios”, comentou Pozza, lembrando que a demanda por construção era grande, pois o município precisava crescer.Quando deixou o volante, abriu sua própria casa de ferragens para construção. “Inclusive, eu fui o último que passou na balsa do Rio Chapecó”, contou, lembrando uma das viagens de caminhão de 1948. HomenagemNesta terça-feira, quando recebeu a correspondência da Câmara solicitando se aceitava a homenagem, disse que ficou “muito feliz e emocionado”. Foi Pozza que fundou três grandes partidos políticos no município: o PTB, onde ficou até 1964, depois o MDB e Arena (PMDB) e quando Brizola voltou do exílio, fundou o PDT. Por isso, o pioneiro tem a intenção de escrever sobre política. “Eu vou fazer, porque participei desde 1950 na política. Em 1956 eu fui candidato a prefeito aqui, contra o Graeff”, contou em entrevista concedida no final de fevereiro, ao mostrar seu arquivo de jornais antigos. Candidatou-se novamenteem 1960, quando disputou com Ivo Thomazoni, da UDN, que foi prefeito de 1960 a 1964.Proponente, o vereador Marco Antonio Augusto Pozza, reconhece que não é muito fácil conceder título de honorário para alguém da própria família, mas salienta que teve respaldo de toda a câmara e de grande parte da população. “É realmente uma pessoa que merece, independente de ser meu avô”. O vereador salienta a história do pioneiro desde a década de 1950, trabalhando em obras sociais, candidatando-se a prefeito por duas vezes, pelo legado que tem deixado a cada dia como pessoa pública, participando dos episódios da revolta no tempo de Pedrinho Barbeiro. “Por tudo que ele participou, pela entrega da Carta de Intenções de Pato Branco discutindo os limites do município, nada mais justo dar a alguém que veio do Rio Grande do Sul e ajudou a construir Pato Branco. Isso me leva a entregar esse título”.