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Autor: Admin

Câmara debate Fundo Partidário

Os milhões do Fundo Partidário, que são repartidos entre os partidos políticos brasileiros, foi tema de debate na última sessão da Câmara Municipal de Pato Branco, realizada no último dia 30. Quem levantou a questão foi o vereador Aldir Vendruscolo (PFL), que ficou surpreendido quando se deparou com os números do Fundo Partidário em uma notícia de jornal.“Resolvi trazer esses valores para a discussão. A matéria diz que o departamento jurídico do PSDB, estima a seguinte divisão do Fundo Partidário para 2007, com a clausula de barreira: o PT ficaria com R$ 29,5 milhões; o PMDB, R$ 28,6 milhões; o PSDB, R$ 26,7 milhões; o PFL, R$ 21,5 milhões; o PP, R$ 14,6 milhões; o PSB, R$ 12,1 milhões; o PDT, R$ 10,2 milhões; e os demais partidos que não atingiram a clausula receberiam R$ 49 mil anuais cada. Acredito que desses valores, os partidos de nossa região não receberam nada. Nunca vi um vereador ou candidato a prefeito dizer que recebeu dinheiro do fundo para a sua campanha. Então, onde que fica todo esse dinheiro”, indagou.Ele acredita que deveria ser feita uma prestação de contas do gasto desse dinheiro, que sai dos tributos que todos os cidadãos brasileiros pagam. “Devemos fazer um documento manifestando nossa preocupação, não podemos aceitar isso.”O vereador Volmir Sabbi (PT), relatou que, além de não receber recursos desse fundo, o diretório regional do PT contribui com porcentagem do salário de todos os filiados, sendo que parte desse dinheiro arrecadado vai para a central do partido. A vereadora Márcia Kozelinski (PPS) disse que essa forma de contribuição também acontece no seu partido. “Sou favorável ao financiamento público de campanha, mas não dessa forma, através do Fundo Partidário que é alimentado por nossos impostos”, ressaltou. O líder do PL, Cilmar Pastorello (PL), lembrou que esse dinheiro serve para manutenção federal e estadual dos partidos. “Esse dinheiro não vem para os municípios.”“Se não nos posicionarmos nessas situações, cada vez mais teremos dificuldades para afirmar que é possível fazer política com dignidade e respeito com a população”, finalizou Vendruscolo.