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Autor: Rodrigo

Câmara volta a debater licitação do transporte público

A licitação do transporte público em Pato Branco voltou a ser tema de debates na Câmara de Vereadores. Isso porque a convite da vereadora Marinês Boff Gerhardt (PSDB), o assessor jurídico do Consórcio Tupã, Adair Casagrande, participou da sessão da Câmara Municipal na última quarta-feira, 25.

Em foco, estiveram às diversas liminares impetradas pela empresa LP Transportes Coletivos, que também participou do processo licitatório. Uma das liminares obtidas pela empresa na justiça impede a continuidade da licitação. Aos vereadores e presentes na sessão, o advogado destacou que não há nada de errado com o processo licitatório.

“O edital era bem claro e objetivo. Existiam dois critérios que seriam avaliados para definir o vencedor. Um seria a menor tarifa e o outro a maior oferta. Em ambos o consórcio saiu vencedor”, afirmou Casagrande. Ele pontuou ainda a respeito dos valores apresentados em ambos os critérios avaliados pela licitação.

“Há que se destacar que a empresa LP ficou desclassificada porque não apresentou proposta de acordo com o edital. Ele previa uma proposta máxima da tarifa de R$ 2,95. A empresa, sonhando que estaria sozinha, apresentou o valor de R$ 3,25. Ou seja, mais de 15% acima do preço apresentado pelo consórcio. A oferta também foi menor que a do consórcio, que apresentou outorga de R$ 4,7 milhões”.

O advogado apontou ainda que engessamento do processo licitatório pode trazer prejuízos à população. “O consórcio estava com a compra praticamente fechada de 15 novos ônibus, um processo que teve que ser parado devido a todo esse imbróglio judicial. Isso pode trazer reflexos para os mais de 15 mil usuários do transporte público”.

O tempo, inclusive, é uma preocupação dos vereadores já que no dia 1º de fevereiro de 2018 o novo sistema do transporte público deverá entrar em vigor. “A Câmara vai fazer o papel dela perante a sociedade. Importante deixar claro que não vamos brincar com esse tema e que ele será tratado com responsabilidade pelo Legislativo”, destacaram.