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Autor: Admin

Chefe do Setor de Alimentação Escolar fala sobre qualidade da alimentação na rede municipal

O Programa de Alimentação Escolar (Pnae) que contribui no rendimento escolar dos estudantes e na formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação e de ações de educação alimentar e nutricional, foi tema de debate na sessão de quarta-feira (21). A convite dos vereadores Claudemir Zanco, Biruba (PDT) e Vilmar Maccari (PDT) participaram da sessão, a chefe do Setor de Alimentação Escolar, Franciele Cristina Ciechowicz e a Nutricionista, Bruna Rebonatto. Franciele disse que o setor de alimentação escolar atende 8253 alunos, o que representa mais de 14 mil refeições ao dia, 23 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e 26 unidades escolares e, ainda, nove entidades filantrópicas através do Projeto de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PPA). O investimento tem a parceria do Governo Federal, que repassa aproximadamente R$ 1.00 por aluno. O valor refere-se ao número de crianças que frequentam os centros de educação. O Município complementa o investimento com R$ 1.00, gerando um total de R$ 2.00.O cronograma de distribuição de produtos da alimentação escolar, ele se processa através das demandas existentes nas unidades, de no mínimo três refeições diárias nos centros de educação. O consumo de leite mensal, por exemplo, chega a 15 mil litros, bananas 8 toneladas, laranjas 4 toneladas, carnes mais de 5 toneladas. O trabalho requer muita responsabilidade, ressalta Franciele, a partir da compra até a entrega nas unidades escolares, por meio de veículos com câmaras frias. São promovidos cursos de capacitação que apresentam noções sobre perigos da origem alimentar, higiene alimentar, entre outros, para os manipuladores de alimento.A respeito da qualidade de alguns produtos encontrados em centros de educação, ela explicou que as pessoas que manipulam os alimentos são instruídas, é feito um check list dos produtos, no mercado é avaliado a qualidade. Quem manipula os alimentos têm autonomia para não receber produtos em a devida qualidade. Além disso, tem um acordo com os fornecedores para receber os produtos em situação de anormalidade, sem qualidade. Quanto aos produtos sem qualidade e encontrados em dois centros de educação, Franciele falou que vai aprimorar o sistema de fiscalização, pois produtos de péssima qualidade não devem ser recebidos. O presidente Carlinhos Polazzo (Pros) registrou que, o setor de alimentação escolar tem somente uma nutricionista. A profissional possui uma carga horária de 20h, para atender mais de 8200 crianças, é uma situação grave, é necessária a contração de mais nutricionistas.Polazzo também esclareceu que em nenhum momento os vereadores reclamaram dos produtores da agricultura familiar, pois surgiram boatos de que os vereadores criticaram o segmento. Isso não é verdade, os produtores estão prestando um relevante serviço social ao Município e no processo da diversificação agrícola. “O Legislativo cobrou da Secretaria de Educação e Cultura a qualidade da merenda escolar”, disse o vereador, bem como, melhorias nas condições da estrutura física dos locais onde são armazenados os produtos, onde é feita as refeições, a alimentação como um todo.