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Autor: Admin

Combustível é oportunidade para agricultura do estado

O Pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Antonio Costa, participou da sessão da Câmara Municipal de Pato Branco, realizada no último dia 16, a convite do presidente da câmara, vereador Laurindo Cesa (PSDB). O pesquisador palestrou sobre as possibilidades de negócios abertas pela produção do Biodiesel e sobre o programa PR Bioenergia.“O Biodiesel não é apenas uma oportunidade para a agricultura, a sua elaboração envolve o setor primário: no fornecimento de matéria prima e no processamento do óleo vegetal. Reunindo também setores de ciência, tecnologia e outros serviços”, disse, relatando que a matriz energética utilizada em todo o planeta é o petróleo, uma fonte não renovável, tendo seus custos alterados a medida que se aproxima da escassez. “O problema é crescente, pois com o passar dos anos, a demanda cresce inversamente proporcional ao número de barris produzidos”, alertou pesquisador.De acordo com ele, quando fora inventado o motor a Diesel, no início do século, o interesse no uso de olés vegetais como combustível caiu. Isso porque o petróleo existia em abundância, tornando o custo da produção de Diesel inferior ao custo da produção de óleos vegetais. “Atualmente, o interesse para os óleos vegetais vem crescendo com eminente escassez do combustível fóssil”, ressaltou. Costa relatou sobre o Programa PR Bioenergia, coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) e Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti); executado pelo IAPAR, Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emanter) e Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), universidades estaduais, cooperativas, produtores rurais e prefeituras. As diretrizes do programa são: estudar e desenvolver a produção e as aplicações de biocombustíveis renováveis no Paraná, a exemplo do Biodiesel e Óleos Vegetais, atribuição da Tecpar; e buscar alternativas de plantas oleaginosas potenciais produtoras de Biodiesel, e que integrem um sistema sustentado de produção agrícola e pecuária, atribuição da Seab.“Para que o Biodiesel tenha sucesso, é necessário ter várias opções de culturas, para que não aconteça como no caso do álcool, exemplo de sucesso econômico e ecológico, mas não de sucesso social, que concentrou recursos nas mãos de usineiros. No ano passado, com a seca, a sociedade foi prejudicada com a utilização de uma única cultura para a produção do álcool, no caso, a cana de açúcar”, alertou o pesquisador.As culturas que poderão ser usadas na produção de Biodiesel são: com tecnologia de produção definida, soja e algodão; com tecnologia parcialmente definida, Girassol e Nabo-Forrageiro; e outras espécies potenciais, Cártamo, Pinhão manso e Tunge.BiodieselO Biodiesel é um combustível renovável, biodegradável, não tóxico, com menor emissão de gases poluentes, e apresenta melhor ignição e lubricidade, com manuseio e estocagem mais seguros. Ele é produzido a partir de óleos vegetais, ou gorduras animais. Para a produção do Biodiesel, é necessário retirar a glicerina do óleo vegetal, através da utilização de álcool, por exemplo. O que justifica a sua utilização são questões econômicas e ambientais, em relação aos combustíveis fósseis.