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Autor: Ubiracy José Tesserolli

Debate envolve responsável pela elaboração do processo de adequação do plano dos professores

A apresentação da proposta de adequação do Plano de Cargos e Salários do Magistério, que foi  apresentado e elucidado na última terça-feira, dia 22, no Teatro Naura Rigon, pautou a fala de vereadores, na sessão de quarta-feira (23).

O vereador Fabricio Preis de Mello (PSD) usou o espaço do grande expediente e comentou que, a expectativa era para um processo dinâmico da apresentação, pois estavam presentes dezenas de profissionais da educação, mas a reunião tomou um rumo fora dos padrões éticos, inclusive, o responsável pela elaboração das alterações disse que tinha perdido a paciência, a seu ver, deveria ser paciente com os servidores públicos, pois está sendo pago pela população e que busca resultado no seu trabalho. “Todos sabemos que existe a necessidade da adequação do plano”, afirmou.

A motivação observou o vereador, foi apresentação do plano realizado pelo professor Jair Bombonato Machado, elaborador das alterações. Os professores reivindicavam mais informações.  Fabricio exibiu durante a sua fala “portaria de número 200, assinada pelo prefeito Augustinho Zucchi (PDT), que nomeou o professor Jair, para o cargo comissionado de Assessoria de Programas e Metas, símbolo CC2, dentro do Governo Municipal, a partir do dia 1º de abril de 2017”.

Também o vereador Gilson Feitosa (PT) comentou que durante a reunião, o professor disse que não recebia qualquer pagamento, mas diante da indelicadeza de Jair em dizer que estava perdendo a paciência com os mestres, ele {Gilson} usou a palavra e afirmou que ele {Jair} está  sendo  pago, pois é detentor de cargo em comissão.

Outro dado é que Jair é sócio de uma empresa de assessoria, integra o Conselho Estadual de Educação e a área de educação da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e profere palestras em cidades do Estado. Gilson quer saber como isso é possível, ele é funcionário do  Município de Pato Branco, como pode fazer palestras em horário de trabalho.

O vereador Moacir Gregoli (PMDB) salientou que até o momento houve somente apresentação das alterações e que entidade  municipal que representa os professores não foi chamada para participar da construção do projeto de adequação do plano. Quando ficou  sabendo quem era o responsável pela elaboração, ele entrou em contado com a APP-Sindicato Estatual.

A entidade informou através da representação municipal que o professor Jair faz parte do Conselho Estadual de Educação, conforme Sergio Souza, da APP-Estadual, ambos têm acento no conselho, inclusive, citando boas referências de Jair, que tem qualificação e experiência  para tratar de adequação de um plano  de cargos e salários.

A entidade acompanha mais de 235 municípios e diversos projetos, a maioria dos projetos está relacionado a novos planos de cargos e salários. “O ponto falho está na falta de representação da classe na comissão que elaborou as mudanças”, alertou o professor Moacir, pois as dúvidas teriam sido resolvidas com antecedência.