Notícias

Pato Branco, PR °min °max

Autor: Ubiracy José Tesserolli

Escola sem partido é detalhada em sessão do Legislativo

O movimento Escola sem Partido foi apresentado na sessão de quarta-feira (27) aos vereadores por um do lideres do movimento, Eder Borges. Ele usou a tribuna livre e durante dez minutos detalhou os objetivos, metas e finalidades do projeto.

Borges disse que é um divulgador do projeto de lei que vem ganhando espaço no cenário nacional. Ele admitiu que o projeto é polêmico, porém, muito simples, inclusive está à disposição do Legislativo um esboço de um projeto de lei no site do movimento (www.programaescolcasempartido.org, que trata dos deveres dos professores, por exemplo, o professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferencia ideológicas, religiosas, morais, politicas e partidárias, não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, de atos públicos e passeatas, entre outros pontos.

“Não é o caso de Pato Branco, mas é recorrente a imposição em sala de aula”, comentou Borges, pois se tem desviado o foco nas escolas brasileiras, o foco de educar, citando, inclusive, a carência de laboratórios nas instituições, como é possível estudar química sem um laboratório. É como estudar violação sem violação.

Ele disse que alguns professores dão ênfase as questões ideológicas na sala de aula e, ainda, relatou Borges, existe a formação de militâncias na sala de aula, que considera um fato bastante grave. O professor, a seu ver, pode ter a sua opinião, mas a sala de aula não é o local adequado para a formação de militância, por exemplo, se utilizar do horário de aula para convocar alunos para protestos partidários.

Para o professor Moacir Gregolin (PMDB), o movimento tem um objetivo muito claro, por uma mordaça na boca dos professores, impede que os professores (sociologia, história, filosofia) discutam com os alunos em sala de aula as ideologias, as tendências políticas no Brasil e no mundo ao logo do tempo.  Também de posicionou contrário, o vereador Gilson Feitosa (PT).

O vereador Joceir Bernardi (SD) ressaltou que não entraria no mérito, ou seja, favorável ou contra, mas o país precisa desse debate, não especifico nesse tema, enfim de outros temas relevantes para a comunidade. O vereador Claudemir Zanco, Biruba (PDT) também registrou a importância do debate, principalmente, quando as coisas estão fora do contexto.