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Autor: Admin

Estudo identifica barreiras arquitetônicas em Pato Branco

Os acadêmicos Cleder Todorowski e Fernanda Bonatto, estudantes do 2º período do curso de Fisioterapia da Faculdade de Pato Branco (Fadep) apresentaram na sessão da Câmara Municipal de Pato Branco realizada nesta segunda-feira (04), o resultado da pesquisa sobre barreiras arquitetônicas na cidade de Pato Branco, trabalho feito para a disciplina de Fisioterapia Preventiva, ministrada pela fisioterapeuta Márcia Kozelinski, que também é vereadora pelo PPS.A equipe que desenvolveu o trabalho percorreu a cidade durante duas horas, visitando diversos locais como o Fórum de Justiça de Pato Branco, a Justiça do Trabalho, o Teatro Municipal Naura Rigon e o Fórum Eleitoral de Pato Branco. Nessas incursões, Todorowski fingiu ser um cadeirante, verificando as dificuldades encontradas para o acesso de deficientes físicos nesses locais.Entre as barreiras identificadas, estão banheiros sem possibilidade de acesso, travessias sem sinalização ou guias de meio-fio sem rebaixamento, ruas, avenidas e calçadas com pavimentação irregular. Em alguns pontos, existem rampas de acesso. Porém, elas não facilitam a locomoção do cadeirante, pois tem um ângulo de inclinação alto, oferecendo o risco de tombar a cadeira.Todorowski relatou que uma pessoa é considerada portadora de deficiência quando sofreu perda total ou possui alguma anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro dos padrões considerados normais para um ser humano.“A Lei n° 10.098/2000, estabeleceu normas gerais para promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação”, citou o acadêmico. “Na sociedade em que vivemos, desenvolvida para homens ideais, a pessoa portadora de deficiência é ignorada e excluída, acabando confinada a sua casa ou instituição. A mudança desse quadro é lenta, mais possível. Dependendo da ação de toda sociedade em conjunto com o poder público”, disse Fernanda.Os acadêmicos também apontaram algumas melhorias que podem ser implantadas em nossa cidade, como a adaptação de transportes coletivos; aplicação de normas contra a construção de barreiras arquitetônicas; implantação de sinal sonoro nos semáforos para uso dos portadores de deficiência visual; telefones públicos na altura adequada ao uso dos portadores de deficiência física em cadeira de rodas; adaptação do uso de serviços essenciais de telefones pelas pessoas com deficiência auditiva; demarcar áreas de estacionamento para veículos dirigidos por portadores de deficiência; criar condições de acesso independente aos portadores de deficiências de locomoção, através da construção de rampas em edifícios públicos e particulares, em centros de lazer e nas vias publicas; garantir na rede hoteleira a liberação de novos alvarás somente a hotéis que possuam pelo menos um cômodo com banheiro adequado.