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Autor: Admin

Friedrich apresenta Programa Cultivando Água Boa a vereadores

O diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, participou da sessão ordinária da Câmara Municipal de Pato Branco, realizada no último dia 4. Ele foi convidado pelo vereador Osmar Braun (PV) para falar sobre o Programa Cultivando Água Boa.O programa é desenvolvido pela Itaipu desde o início de 2003 e conta com a parceria de instituições federais, estaduais, municipais e a sociedade em geral. A idéia é chamar a atenção da população para o problema decorrente da escassez de água potável, tanto pelo aumento do consumo como pela poluição e, ao mesmo tempo, formar multiplicadores da proposta dessa idéia, que cresce a cada dia.Fazem parte do programa 70 projetos ambientais e 106 ações centradas na Bacia do Paraná III, que sofre com o aporte de nutrientes orgânicos e minerais em suas águas, causado principalmente por dejetos de animais de cativeiro, esgotos domésticos, efluentes industriais, fertilizantes e agrotóxicos. Entre as ações realizadas, estão a educação ambiental, a preservação das nascentes de rios e córregos, a constituição de mata ciliar, a conservação de solo através do sistema de plantio direto, o desenvolvimento da agricultura orgânica e de plantas medicinais e a destinação correta das embalagens de agrotóxicos.Friedrich fez vários alertas aos vereadores, apresentando dados sobre a constante degradação da natureza. Segundo ele, as catástrofes que vem castigando a população mundial são fruto do nosso modelo de sociedade. “De acordo com o Relatório Vivendo Além dos Nossos Meios, publicado em 30 de março de 2005, 60% dos ecossistemas do planeta estão degradados ou estão sendo explorados de modo não sustentável. Outro estudo, coordenado pelo cientista Hiremagaur Gopalan, diz que 25% das mortes ou casos de invalidez por doenças infecciosas estão relacionados ao meio ambiente”, salientou.Friedrich mostrou a situação do Paraná, onde resta apenas 7% do território estadual ainda tem cobertura vegetal. “Hoje não temos outra saída, precisamos mudar o modelo de sociedade atual, que é economicista, mecanicista, concentrador, conflitivo, predador e injusto”, disse.