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Autor: Admin

Gilson aciona Procon para que notifique a Sanepar sobre os reajustes da conta de água e esgoto no município

A partir do mês de junho deste ano, a conta de água ficou mais cara no Paraná. Isso porque a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) reajustou a tarifa em 12,63% em todo o Estado. Ao mesmo tempo, a Companhia modificou também a cobrança da tarifa mínima, que passou de 10 para 5 metros cúbicos. O valor cobrado, porém, caiu apenas 10%.As mudanças fizeram com que o vereador Gilson Feitosa (PT) acionasse o Procon (Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) do Município solicitando que o órgão investigue os reajustes nas tarifas de água e esgoto em Pato Branco. Segundo o parlamentar, os aumentos seriam abusivos. “Ocorre que no período entre 2011 até maio de 2017 houve um reajuste real de mais de 132%, enquanto a inflação acumulada neste mesmo intervalo de tempo foi de 51,83%. Então, nós estamos diante de um abuso no aumento da tarifa de serviço de água e tratamento de esgoto no município”, afirmou. Entre 2011 e 2017 foram nove reajustes realizados pela empresa. De acordo com o vereador, o documento, assinado por outros parlamentares e enviado ao Procon, manifesta a indignação de todos em relação aos reajustes abusivos realizados pela Sanepar ao longo dos últimos anos. “Oficiamos o Procon e esperamos que ele notifique a Sanepar para que possamos entender os reais motivos desse aumento, comprovados com documentos, bem como da diminuição do consumo mínimo. Fatores que vem prejudicando os pato-branquenses”, afirmou Feitosa. O documento foi assinado também pelos vereadores Carlinho Polazzo (PROS), Rodrigo José Correia (PSC), Marco Pozza (PSD), Moacir Dalchiavan (PP), Marinês Gerhardt (PSDB), Fabricio Preis de Mello (PSD), Vilmar Maccari (PDT), Moacir Gregolin (PMDB) e Joecir Bernardi (SD). Reajuste extraordinário de 2015 continua sendo cobradoAlém dos reajustes abusivos, os consumidores vem pagando uma outra conta. Em 2015 a Companhia reajustou a tarifa em 8% com a justificativa de que havia a necessidade de cobrir os gastos extraordinários que ela vinha tendo em razão da elevação no valor da energia elétrica. Com o aumento extraordinário cobrado dos consumidores entre os meses de setembro a dezembro, a Sanepar conseguiu absorver integralmente o crescimento do custo relativo à energia elétrica referente ao ano de 2015. Porém, o fato é que o reajuste de 8% concedido para cobrir os gastos não previstos no mesmo ano continua incidindo sobre as tarifas até hoje.