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Autor: Admin

Guto Silva reafirma seu posicionamento sobre Hospital do Câncer

O posicionamento do vereador Luiz Augusto Silva, o Guto Silva, sobre a iniciativa de credenciamento da unidade do Ceonc (Centro de Oncologia Cascavel) de Francisco Beltrão junto ao SUS, foi rebatido em várias postagens no twitter, pelo vereador Jocemar Madruga, de Francisco Beltrão.Ele caracterizou o depoimento de Guto como “bairrista” e que o credenciamento do Ceonc no SUS seria “maior que o pensamento pequeno e ‘rediculo’” do vereador de Pato Branco.Guto afirma que o posicionamento não foi bairrista, pois se apoia em uma questão legal, que é o princípio de Redes de Atenção, e no bem estar dos pacientes atendidos – já que Cascavel está mais longe de Francisco Beltrão que Pato Branco. “Se bairrista é defender os interesses dos cidadãos do sudoeste do Paraná, então aceito o rótulo”, disse.O vereador de Pato Branco ainda ressaltou que é natural a discussão política e não condena o desejo do vereador de Francisco Beltrão em ter o credenciamento em seu município. “Porém, precisamos ter cuidado e não sobrepor interesses políticos sobre questões técnicas como a das Redes de Atenção para não causar prejuízos a população. Entre os princípios das Redes de Atenção está o de não segmentar o atendimento e o de otimizar os recursos existentes, distribuindo os equipamentos espacialmente de forma ótima”, salientou.**Requerimento**Guto Silva está encaminhando requerimento, subscrito por todos os demais vereadores da Câmara Municipal de Pato Branco, ao Ministério da Saúde (MS), ao Instituto Nacional do Câncer e a Secretaria Estadual de Saúde expondo posição do Legislativo Pato-branquense sobre o caso. No documento, é citada entre outras portarias do MS, a de número 741/GM/MS, que define o parâmetro para existência do Serviço de Radioterapia em 600 casos novos para mil habitantes. O Hospital Policlínica Pato Branco, que tem o serviço de Radioterapia habilitado, atende a somente 294.460 habitantes, com média de 375 novos casos. Veja trecho do requerimento abaixo:Tendo em vista o exposto, vimos manifestar nosso inconformismo com a possibilidade de credenciamento e habilitação de outro serviço de Oncologia, praticamente na mesma área de abrangência regional.Além de estar inviabilizando economicamente a existência do serviço, que hoje já atende cerca de 290 a 460 habitantes, leva-nos a buscar entender o porquê dos munícipes integrantes da 8ª Regional de Saúde, serem referenciados na sua totalidade para os serviços junto ao município de Cascavel.Entende-se a população residente junto aos municípios de Capitão Leônidas Marques e Capanema, mas torna-se injustificável que usuários residentes nos municípios de Marmeleiro, Renascença e mesmo de Francisco Beltrão deslocar-se por, na média, 185 km, tendo um serviço disponível em menos de 60 km.Se pontuarmos a visão de território sanitário e não somente geopolítico, passaríamos a visualizar que o atendimento em Redes de forma diferenciada, não desencadeando ações fragmentadas aos usuários e otimizando os serviços e recursos existentes.