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Autor: Admin

Jornalista recebe título de Cidadão Honorário de Pato Branco

O jornalista Ruyter Carraro recebeu o título de Cidadão Honorário de Pato Branco, concedido pela Câmara Municipal, de autoria do ex-vereador Raffael Cantu (PC do B). Além de familiares e amigos, o evento contou com a presença do vice-prefeito Robson Cantu (PSD). Por solicitação do homenageado, em uma solenidade simples, integrada à sessão deliberativa, o ex-vereador procedeu à entrega da honraria. Ruyter resumiu a importância da homenagem ao citar um escritor indiano. Certa vez, segundo comentou, ao sair de uma escola acompanhado de alunos, eles encontraram um cão sem vida. Cada aluno registrava um defeito, olha é uma carniça, é isso, é aquilo, mas o escritor sorriu e olhou para os alunos e disse “que bela dentadura tinha esse cão”. O título é uma dentadura de um cão, pois existe no meio de tanta coisa ruim que está acontecendo no nosso planeta. “Não tenho palavras para agradecer essa honraria”, disse. O autor da honraria, ex-vereador Raffael Cantu, explicou que a concessão do titulo passou por uma discussão interna e envolveu membros do PC do B. A decisão dos filiados foi unanime, isto é, todos concordaram, pois é mais do que justo reconhecer a história do homenageado, citando, por exemplo, a luta ideológica, é uma pessoa convencida que esse modelo de sociedade vida está falido e precisa ser renovado. O presidente do Legislativo, vereador Carlinho Polazzo (Pros), recordou o período em que Ruyter trabalhou na Câmara de Vereadores, assessor parlamentar. Polazzo explicou que, Ruyter sempre orientava os vereadores. “Devo muito ao homenageado”, comentou o vereador.***Histórico*** Nascido em Erebango, Rio Grande do Sul, Ruyter tem 82 anos. Chegou ao município de Pato Branco em 1963 para trabalhar no jornal A Razão, fundado por Roal Carraro e Victor Silvio Biasuz, ficando à frente do jornal por um ano. Trabalhou na antiga Companhia Paranaense de Silos e Armazéns (Copasa), hoje Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar).Em março de 1964, foi forçado a pedir demissão em função do golpe militar e da perseguição politica que ocorria aos meios de comunicação que não compactuavam com o regime, dessa forma Ruyter precisou viajar pelo país em busca de refúgios.Em razão da sua militância através do Partido Comunista do Brasil Ruyter amargou duas prisões, conhecendo de perto os porões da ditadura. A perseguição continuaria. Em sua biografia, nota-se que o julgo da sociedade para quem assumisse posições mais a esquerda era implacável chegando ao ponto de brasileiros pró-ditadura visitarem empresas, lojas e residências pedindo aos patrões que demitissem os ‘comunistas’ sob a alegação de que se tratavam de terroristas dispostos a destruir o Brasil. Ruyter também passou por essa discriminação e para sobreviver foi levado a capinar roçados, lavar carros, vender rifas, jogos de loteria e inclusive o jogo, do bicho.Apenas em 1985, Ruyter viu na dissolução do regime militar a oportunidade de ir para a cidade de Barreiras, região do cerrado da Bahia, para conquistar um emprego. Até o momento esteve no meio rural desta região prestando serviços na fazenda de familiares.No dia em que chegou na cidade de Barreiras, começou a trabalhar como assessor do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ocasião em que se destacou na atividade. Era o período de discussão da nova constituinte brasileira que asseguraria o regime democrático. Após 6 meses, Ruyter fundou o jornal “Oeste da Bahía”, o qual lhe premiou com 3 prêmios de jornalismo.No ano de 1990, Ruyter Carraro e sua família retornaram para Pato Branco, ano em que Ruyter passou a trabalhar no jornal “Correio do Paraná” de propriedade de Clóvis Santo Padoan. Além de atuar em outros meios de comunicação de Pato Branco. Ocupou a assessoria parlamentar da Câmara de vereadores por 6 anos.Depois que se estabeleceu em Pato Branco, Ruyter entrou na justiça pedindo a sua reintegração. O processo demorou 16 anos, mas a causa foi ganha por Ruyter, recebendo, assim, o que lhe era de direito de acordo com o art. 8° da Constituição de1988.