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Autor: Admin

Legislação será debatida em Audiência Pública

Em Pato Branco, temos mais de 300 pequenas mercearias. Essas empresas, na maioria de característica familiar, têm nos domingos e feriados seu maior fluxo de clientes. Entre os motivos para que isso aconteça, é que os mercados de maior porte estão fechados nesses dias. Porém, há alguns meses, esses grandes mercados estão abrindo suas portas também aos domingos, diminuindo o número de clientes nos pequenos mercados, e com isso, a sua renda. Essa preocupação dos pequenos foi levada a Câmara Municipal de Pato Branco no dia 31 de agosto, em reunião com proprietários de pequenos mercados, com a presença dos vereadores Cilmar Pastorello (PL), Marco Pozza (PMDB), Volmir Sabbi (PT) e Laurindo Cesa (PSDB). Na tarde de ontem (16), foi realizada nova reunião entre vereadores, proprietários de pequenos mercados, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Pato Branco, João Carneiro, e representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Pato Branco (Sindicomércio).“Se um supermercado abre, ele acaba pressionando os outros a abrirem também. Dessa forma não haverá acréscimo de vendas, apenas uma mudança no dia em que as pessoas farão suas compras. Acredito que é preciso trazer essa questão para a legislação municipal, para que os pequenos não acabem fechando e os proprietários desempregados”, disse Pastorello.Segundo Sabbi, o comércio de Pato Branco enfrenta problemas com o pagamento de adicionais de horas extras, o que vai se agravar com os supermercados abrindo aos domingos. “Precisamos estabelecer critérios para disciplinar quem poderá abrir, talvez pelo número de funcionários, ou pelo caráter familiar”, ressaltou.João Carneiro relatou que o convívio em família fica comprometido com isso. “Mesmo que o funcionário compense o domingo trabalhado, terá que fazer isso durante a semana, quando a esposa está trabalhando e os filhos na escola”, exemplificou. Carneiro ainda citou dois problemas, “alguns estabelecimentos pedem que seus funcionários assinem um documento abrindo mão de 70% das horas extras, outros fazem acertos por fora, que não valem para uma aposentadoria, por exemplo”.A reunião decidiu pela realização de uma Audiência Pública, previamente agendada para o próximo dia 7, quando será discutida com todos os interessados uma proposta de legislação municipal para criar critérios e solucionar a questão.