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Autor: Admin

Legislativo e a prefeitura existem para o povo, afirma vereador Silverio

A permuta de uma área proposta pelo Executivo vem gerando discussão na Casa. Para viabilizar a construção de uma bacia de contenção, a prefeitura permutou uma área localizada no bairro Bonatto por uma área no Anchieta, no entanto, a comunidade não aceita, os moradores argumentam que o espaço é de preservação ambiental, pertence ao bairro, e não pode ser utilizado para outro fim. Em pronunciamento, o vereador Guilherme Silverio (PROS), registrou que, primeiramente é preciso separar os atos, a história, pois a construção da bacia de contenção é uma obra premente, mas recordou que o relator do projeto, vereador Clóvis Gresele (PSC), ainda em dezembro de 2015, havia alertado que o projeto apresentava problema com o número de matrícula. Na época, a matéria tramitou em regimente de urgência, conforme o vereador, e foi aprovada. Em seguida, ele disse que foi procurado por representantes da comunidade do bairro Anchieta, posteriormente apresentou requerimento pedindo informações ao Executivo com a finalidade de sanar a dúvida referente à matrícula do imóvel. Recentemente o projeto retornou à Casa, para uma nova votação e com as correções. Silverio em tom crítico disse “se o terreno não pode ser doado, não se discute, manda-se a correção à Câmara, doa-se outro terreno e ponto final”. O problema, a seu ver, é que se processou uma movimentação junto ao IAP para liberar área, ao explicar que não havia tido oportunidade de ver o documento. Disse que o questionamento junto ao Executivo está centrado no aviso emitido pelo Legislativo, que havia erro. “Estamos em abril e continuamos debatendo o assunto”, sustentando que a Câmara precisa amadurecer, é preciso deixar claro, aprender que existe diferença entre reserva municipal e área de preservação permanente, são coisas distintas. Área permanente é permanente, não se discute, e reserva municipal é parte de loteamento reservado ao município para que edifique uma creche ou escola. Mesmo que a área seja de reserva municipal, o município deve ter humildade e ouvir a comunidade e admitir que errou, bem como enviar um novo projeto prevendo a devolução do terreno aos moradores. O político ao invés de tornar as coisas ágeis, torna a coisa morosa, não respeitando a quem deve ser respeitada, a sociedade, o povo. A Câmara e a prefeitura existem para o povo, qualquer coisa diferente é enrolação, é defesa indefensável”, afirmou, concluindo que, não quero participar de reunião, quero ver projeto na mesa para ser votado e devolvido o terreno à comunidade do Anchieta.