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Autor: Ubiracy José Tesserolli

Legislativo homenageia Escola Estadual Carmela Bortot

O vereador Claudemir Zanco, Biruba (PDT) entregou  durante a sessão de segunda-feira (12), da Câmara Municipal de Pato Branco, Moção de Aplauso a Escola Estadual Carmela Bortot, estendida a Diretoria, aos 57 funcionários entre professores e pedagogos, aos 430 alunos, Associação de Pais e Mestre, Conselho Escolar e Grêmio Estudantil pelos 60 anos completados em 12 de agosto de 2018. A proposição também tem como autor o vereador  Fabricio Preis de Mello (PSD), ausente da sessão por falecimento de membro da família.

Em livro que conta a história do cinquentenário da instituição é ressaltada a importância da escola na vida das crianças através da boa educação, com condições de se manterem financeiramente e que saibam preservar valores. Em agosto de 1958, Ludovico Bortot e José Fraron fizeram um levantamento do número de crianças em idade escolar e organizaram um abaixo-assinado para enviar ao prefeito Harry Valdir Graeff, a fim de solicitar à abertura de uma escola na Zona Norte e atender a comunidade.

Constatada a necessidade, o prefeito nomeou no dia 12 de agosto de 1958, a professora Graciolina Bortot para ministrar aulas, mas não havia nenhuma estrutura física para uma escola. Indiferente à professora Graciolina começou a ministrar aulas no dia 15 de agosto de 1958, no período da manhã, na sala de visitas da casa de sua própria família (primeiro endereço da escola), que se localizava na Avenida Tupi ao lado da atual Mecânica Pasa.

O espaço escolhido não possuía nenhuma infraestrutura para sala de aula, conduto o aluno Luiz Carlos Peloso teve a ideia de construir um quadro. Pediu a seu pai Augusto se podia utilizar uma tábua de pinheiro para fazer o quadro da escola. Pintou-o com tinta de sapato. Augusto Peloso também colaborou fabricando os bancos escolares.

Em 1959, o número de crianças aumentou e a professora Graciolina pode contar com a ajuda de sua sobrinha Zelide, que trabalhava com a alfabetização (1ª série) enquanto ela atendia uma turma multiseriada. Diante do aumento do número de crianças que precisava estudar, o espaço tornou-se pequeno e, portanto, em 1961, Pedro Tatto permitiu que fossem construídas duas salas de aula em cima de uma área de sua propriedade também na Avenida Tupi, nomeando mais duas professoras: Lourdes Merlo e Damiana R. Vieira.

Em 1968, com a procura cada vez mais acentuada dos pais pela escola, Carmela Bortot doou um terreno para a construção das novas dependências. O terreno se  localizava onde é hoje o Posto de Saúde do Bortot, na rua Olavo Bilac. Na época, o nome da escola era Plinio Franco Ferreira da Costa. Em 1973 passou a chamar Casa Escolar Carmela Bortot. Em 1977, foi criado o Complexo Escolar Duque de Caxias, fazendo parte,  a Escola Carmela Bortot, e a partir de 1983 (Escola Estadual Carmela Bortot). A Escola realizou em 1988 um concurso para a criação do emblema entre os alunos. Após todo o processo de votação foi escolhido o trabalho, de autoria do aluno Leandro Fraron dos Santos, na época da 7ª série.

Sempre com a participação dos pais apoiando as direções e tomando iniciativas louváveis, como a doação do terreno, nas duas oportunidades, para que a instituição de ensino pudesse cumprir e oferecer um ambiente próprio e, de acordo com as necessidades dos alunos, a Escola Carmela Bortot tem uma APM, hoje (APMF) Associação de Pais, Mestres e Funcionários. Conta também com o Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil, todos atuantes e presentes na instituição. A Escola Carmela Bortot significa muito mais do que um estabelecimento de ensino, é um lugar onde os alunos aprendem a ver a vida de forma diferente, além das lições dos livros, as lições que servem para a vida toda.