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Autor: Admin

Márcia afirma que é possível melhorar a situação

Diante dos acontecimentos recentes na saúde pública de Pato Branco, a vereador Márcia Kozelinski (PPS), declarou na sessão ordinária de ontem (05), da Câmara Municipal de Pato Branco, que a saúde tem solução, mas não com o modelo de gestão atual.Referindo-se as duas mortes que ocorreram na semana passada, Márcia lamentou que o problema tenha chegado a esse ponto. “Há dois anos cobramos ações do Executivo, tentamos orientar a administração por meio de requerimentos e indicações. Até mesmo realizamos uma Sessão Especial para discutir a saúde pública”, disse. Segundo a vereadora, o atual prefeito, Roberto Viganó (PDT), tinha a saúde como prioridade em seu plano de governo. Ela citou em trecho do documento que dizia: “O programa consiste de iniciativa de qualidade na gestão da saúde pública. É ter ações voltadas para consolidação de uma cultura de gestão, que coloque necessariamente em primeiro lugar atendimento a necessidade dos usuários, que prime, com a participação dos servidores municipais, pela otimização da aplicação dos recursos públicos, eliminando todas as formas de desperdícios, agilizando o atendimento e acabando com as filas nos postos de saúde.”Para ela, o Plano de Governo tem que ser feito para ser aplicado e conduzido de forma competente, para que possa funcionar e trazer melhorias. A vereadora também relatou uma conversa que teve com um médico, preservando sua identidade. “De acordo com ele, é impossível atender mais de cem pessoas no Pronto Atendimento com qualidade. Mais do que isso, os problemas vão ficando banalizados, porque dá impressão de que tudo é rotina. Uma hora escapa algo importante, porque não se dá a devida importância. E isso pode custar a vida de uma pessoa.”Márcia afirmou que a saúde publica do município tem solução, e que ela é capaz de melhorar essa situação. “Digo isso com base em diversos exemplos de municípios onde a saúde publica está funcionando. Não podemos contentar a todos, mas não é possível continuar desagradando a tantas pessoas. Se fomos capazes de fazer uma Expopato, e outras feiras de sucesso, com a participação de várias pessoas que trabalharam para que tudo desse certo. Podemos fazer uma saúde melhor”, ressaltou.O vereador Volmir Sabbi (PT) cumprimentou Márcia por levantar o debate. “A saúde precisa melhorar, e isso foi uma promessa de campanha de todos os candidatos a prefeito. Como vereadores, sem culpar pessoas, devemos cobrar uma solução definitiva para os problemas da saúde”. O líder do PR, vereador Cilmar Pastorello, ressaltou que existe diferença entre uma pessoa morrer sem ser atendida, do que falecer das conseqüências de sua doença, depois de corretamente atendida no sistema de saúde municipal. Ele penalizou o prefeito, pois os profissionais trabalham obedecendo as suas determinações.O vereador pedetista, Nelson Bertani, acrescentou que a saúde básica é necessária e que a câmara contribuiu nessa questão com a sugestão do concurso público. “O executivo se deparou com dificuldades em atrair médicos pelo salário oferecido no teste seletivo. Mas esperamos que, ao colocar o Programa Saúde da Família (PSF) em prática, ele traga as soluções necessárias. Acredito que a saúde em nosso município vem melhorando, e que a administração está fazendo a sua parte”, disse.O vereador Guilherme Silverio (PMDB) alertou que novos problemas podem surgir nos próximos dias. “Não podemos nos acostumar com isso e deixar de lutar. A culpa é nossa, pois talvez não estamos fazendo tudo o que poderíamos fazer. Outros podem dizer que estamos fazendo nossa parte, mas por que não da certo? No exemplo da Expopato, levantado pela vereadora Márcia, foram muitas pessoas de várias áreas trabalhando unidas por um objetivo. Na saúde, isso não existe. É uma pessoa, com uma idéia. Para mim, falta humildade para pedir ajuda e quem paga é a população”.O líder do PFL, Aldir Vendruscolo, relatou o caso da morte das duas mulheres ocorrido na semana passada. “Será que precisamos esperar tanto tempo para internar uma pessoa, duvidar de que ela esteja passando mal? Temos responsabilidade política, o prefeito me disse que vai tomar providências, e esperamos que possamos ajudá-lo. Estive junto a ele durante a campanha falando sobre a saúde pública e temos essa responsabilidade”, declarou.