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Autor: Admin

Município cometeu erros em permuta de imóveis

O Projeto de Lei nº 70/2006, que autoriza o município a permutar imóveis, voltou para a Ordem do Dia da sessão de ontem (07), da Câmara Municipal de Pato Branco, a matéria foi retirada de pauta quando estava sendo votada em segunda discussão. “Isso aconteceu porque vereadores constataram que o terreno do beneficiado estava supervalorizado, sendo que alguns vereadores foram até o lote verificar o problema. Além disso, o documento que indicava o terreno da prefeitura que estava sendo permutado estava errado, era de um lote que havia sido doado para outra empresa”, informou o vereador Valmir Tasca (PFL). Ele solicitou novas avaliações e apresentou ume emenda modificativa corrigindo os problemas encontrados. “Cobrei melhorias da comissão de avaliações do município nesse tipo de trabalho.”O vereador Guilherme Silverio (PMDB) disse que os erros foram graves. “O lote não era o correto, e o valor da avaliação, que estava em R$ 45 mil, cai agora para R$ 17 mil. Queremos beneficiar as pessoas, mas quando a prefeitura nos manda uma informação equivocada, ficamos inseguros para fazer a votação. Iríamos aprovar a doação de outro terreno, e com o valor errado”, enfatizou.“Quando o projeto foi enviado, o terreno estava avaliado em R$ 45 mil, e o município criou um lote do mesmo valor. Agora o terreno vale R$ 17 mil, e o outro terreno também. Há uma grande discrepância entre esses valores, temos que ficar atentos, pois talvez não seja a primeira vez que estamos votando projetos com erros desse tipo”, alertou o vereador Marco Pozza (PMDB). Tasca acrescentou que a prefeitura utilizou como base para criar o terreno a metragem do terreno do beneficiado. O líder do PL, vereador Cilmar Pastorello, lembrou dos questionamentos e contou que fora até o terreno para verificar se a avaliação estava correta. “Equívocos dessa natureza nos mostram que o sistema de avaliação do município é deficiente, e que temos que fazer mudanças para melhorar esse processo”, ressaltou. O vereador Nelson Bertani (PDT), acrescentou que os avaliadores teriam que visitar o lote, e seguindo a indicação da quadra, constatariam que o terreno havia sido doado a outra empresa.“Se não detectássemos esses problemas e visitado os terrenos, teriamos aprovado o projeto de forma errada. Por várias fezes tentam desqualificar o trabalho da câmara, que procura fiscalizar as ações do município, mas em casos como esse, provamos o quanto isso é necessário”, disse Pozza.O líder do PT, vereador Volmir Sabbi (PT), indicou que as avaliações sejam feitas por um perito, que siga normas técnicas e critérios científicos para realizar o trabalho, sugestão apoiada pelos demais vereadores.