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Autor: Admin

Pastorello recupera história da votação de terreno para a Lacto

Na edição 4063 do jornal Diário do Sudoeste, o colunista Carlos Almeida relata a votação do Projeto de Lei 87/1993, que autoriza a doação de Reserva Industrial nº 5B e 5D para Criolat Indústria de Laticínios LTDA (Lacto). De acordo com a coluna, o projeto foi rejeitado em primeira votação com sete votos a favor e sete votos contra, sendo que o vereador Cilmar Pastorello se absteve da votação.Depois de polêmica gerada sobre essa votação, Pastorello recuperou as atas e documentos da época e usou o Grande Expediente da sessão de ontem (05), da Câmara Municipal de Pato Branco, para esclarecer como aconteceu a votação daquele projeto. “Meu voto é sempre claro, favorável ou contrário sempre digo o porquê da minha posição, que pode agradar a alguns e a outros não. Minha intenção não é discutir sobre quem votou contra ou a favor, e sim, recuperar o que realmente aconteceu”, disse.Bertani relatou que votou contra o projeto, pois a empresa iria instalar apenas um posto de resfriamento de leite. “A lei municipal permite doações para indústrias, e os dirigentes da Lacto nos informaram na época que não construiriam uma indústria, pelo menos em curto prazo. Por isso fomos contrários a doar uma área de 7.000m² para uma empresa que faria a industrialização em outro município ou região”, informou.Pastorello acrescentou que fora apresentada uma emenda ao projeto, aprovada por 13 votos favoráveis, que tinha objetivo de condicionar a doação do terreno à construção de uma indústria no prazo de dois anos.MemóriaA Ata nº 75/93, do dia 25 de novembro de 1993, descreve duas votações para essa matéria. A primeira votação foi nominal, sendo que o Projeto de Lei nº 87/93 foi rejeitado com nove votos a favor e seis votos contra. Votaram contra os vereadores Nelson Bertani, Oradi Caldatto, Carlinho Polazzo, Ivo Polo, Pedro Polo, Osvaldo Ruaro. Votaram a favor: Cilmar Pastorello, Cláudio Bonatto, Hélio Picolo, Nereu Ceni, Gilson Marcondes, Gilmar Arcari, José Alves, Luiz Moraes e Osvaldo Gabriel.Como houve dúvida na contagem de votos, pois e secretário anunciou cinco votos contra, ao invés do número correto, seis, e atendendo ao pedido de alguns vereadores, foi realizada nova votação. O resultado dessa segunda votação foi: sete votos contra, sete votos a favor e uma abstenção, do vereador Cilmar Pastorello. Votaram a favor: Hélio Picolo, Nereu Ceni, Gilson Marcondes, Gilmar Arcari, José Alves, Luiz Moraes e Osvaldo Gabriel. Votaram contra os vereadores: Cláudio Bonatto, Nelson Bertani, Oradi Caldatto, Carlinho Polazzo, Ivo Polo, Pedro Pólo e Osvaldo Ruaro. Onde observasse que o vereador Cláudio Bonatto mudou o seu voto. Não concordando com a nova votação, Pastorello retirou-se da plenária e seu voto foi registrado como abstenção.Na sessão posterior, realizada no dia 29 de novembro, Pastorello apresentou requerimento com base no “caput” do artigo 117 do Regimento Interno, interpondo recurso contra a decisão do presidente a respeito da recontagem dos votos relativos ao Projeto de Lei 87/1993, por infringir norma contida no artigo 164 dos parágrafos 1º e 2º do Regimento Interno. Segundo o vereador, não houve recontagem dos votos, o que aconteceu foi uma nova votação, com alteração do resultado anterior. Diante disso, o vereador pediu a anulação da segunda votação, por inexistir no processo de votação nominal.O requerimento foi encaminhado à Comissão de Justiça e Redação para análise, que acatou o recurso interposto pelo vereador. Na sessão ordinária realizada no dia 6 de dezembro de 1993, o recurso foi votado e aprovado por unanimidade. Dessa forma, a segunda votação foi anulada, permanecendo o resultado da primeira votação, nove votos a favor e seis votos contra.