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Autor: Admin

Polazzo recebe Esmeralda Gusmão, membro da Coalizão Não Fracking Brasil

Ainda pouco conhecido, o Fracking é uma tecnologia utilizada na exploração do gás de xisto nas camadas profundas do subsolo. Para fraturar a roxa, se injeta no solo enormes quantidades de água e produtos tóxicos, que acabam contaminando o meio ambiente e causando prejuízos, também, a vida humana. Após a sessão ordinária da última quarta-feira (12), o presidente da Câmara Municipal de Pato Branco, Carlinho Antonio Polazzo (PROS), recebeu Esmeralda Gusmão, membro do Coesus – Coalizão Não Fracking Brasil, que falou sobre o enfrentamento a tecnologia altamente poluente, e o vereador Gilson Feitosa (PT). “O Fracking é uma prática que não mede danos. São milhões de litros de água potável utilizados em um poço. Com a perfuração, mais de 700 tipos de substâncias cancerígenas são enviadas ao meio ambiente, causando chuva ácida, desertificação, morte de animais, mutagênese de bebês, entre outros problemas”, afirmou Esmeralda. Desde sua fundação, a Coesus vem trabalhando junto a deputados federais, estaduais, vereadores, prefeitos e demais lideranças no intuito de tornar mais conhecida essa prática não convencional de exploração de petróleo e gás de xisto. A ideia é que, juntos, todos possam evitar que essa tecnologia seja implantada no Brasil. “O Fracking é uma tecnologia que se mostra, por meio de pesquisas e estudos, altamente poluente e causadora de danos irreversíveis ao meio ambiente, principalmente ao lençóis freáticos. Além disso, provoca danos à saúde do ser humano, como o desenvolvimento de doenças, entre elas o câncer”, destacou Polazzo. Por isso, segundo Polazzo, é preciso que o poder público atue para evitar que práticas como esse sejam difundidas no território nacional. Na Argentina, por exemplo, onde essa tecnologia adversa é utilizada, produtores de frutas vem enfrentando problemas na comercialização de suas produções. Projeto de Lei tramita na Câmara para evitar essa práticaDe autoria do vereador Gilson Feitosa (PT), tramita na Câmara o Projeto de Lei 19/2017 que dispõe sobre a proibição da concessão de alvará e/ou licença para a exploração dos gases e óleos não convencionais por meio de métodos da fratura hidráulica – Fracking. O projeto foi para primeira votação em plenário durante a sessão da última quarta-feira (12), quando foi aprovado por unanimidade. A segunda votação em plenário acontece no próximo dia 02 de agosto. De acordo com o vereador, outros municípios da região Sudoeste do Paraná já estão se posicionando contra a utilização desse método que tem se mostrado extremamente nocivo. “O Fracking é uma preocupação de todos e nós como representantes do povo precisamos garantir a manutenção dos recursos naturais, além da qualidade de vida da população e das gerações futuras”. Para conhecer mais sobre o tema, acesse: www.naofrackingbrasil.com.br