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Autor: Admin

Resíduos de Saúde dependem de Planos de Gerenciamento

O coordenador da Divisão de Vigilância Sanitária de Pato Branco, Rodrigo Bertol, convidado por todos os vereadores, usou a tribuna da Câmara Municipal de Pato Branco durante a sessão ordinária realizada ontem (10), para falar sobre o Processo de gerenciamento de resíduos de Materiais Hospitalares Infectantes e sobre a atuação da Vigilância Sanitária em Pato Branco.Bertol repassou os dados do trabalho desenvolvido pela vigilância no município, que tem uma equipe formada por um coordenador, uma enfermeira, uma farmacêutica, dois inspetores de saneamento, seis auxiliares de saneamento e dois estagiários.O coordenador relatou sobre alguns dos programas desenvolvidos pela vigilância, como o Termo de Ajustes e Metas (TAM), do Ministério da Saúde. “Em Pato Branco, desde 1995, todas as ações da vigilância são responsabilidades do município, e não da Regional de Saúde. Toda ação de alta e média complexibilidade, como vistorias em hospitais, clínicas, Unidades de Tratamento Intensivas (UTI) e liberações de credenciamentos são realizados por nossa equipe”, contou.A vigilância também participa de programas exclusivos do Paraná, como o Leite das Crianças, a fiscalização da rotulagem de produtos transgênicos, Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Siságua) que controla a qualidade da água.Resíduos de saúdeUm dos motivos pelos quais Bertol foi convidado é o processo de gerenciamento de resíduos de Materiais Hospitalares Infectantes. Ele contou que em 1998, Pato Branco já se deparava com problemas na coleta e destinação de resíduos de saúde, quando foram apreendidos os caminhões que faziam coleta de lixo. Isso por que esses caminhões recolhiam o lixo residencial junto com os resíduos da saúde.Segundo Bertol, depois desse incidente, um grupo de geradores desses resíduos, junto com a Vigilância Sanitária, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), e demais órgãos ambientais, se uniram para desenvolver um projeto para solucionar o problema. “Uma das ações tomadas foi a aquisição por parte dos geradores de um veículo para a coleta dos resíduos. Nessa época, também ocorreu a mudança da legislação. Até então, a legislação vigente era a resolução nº 5 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Porém, a resolução nº 306, da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a resolução nº 358 da Agencia Nacional do Meio Ambiente, foram fundidas ano passado para montar uma legislação única, que é mais complacente com os resíduos de serviços de saúde”, relatou Bertol, acrescentando que a legislação que fora aprovada em Pato Branco estava de acordo com o CONAMA. “Essa mudança de legislação acarretou em vários problemas”.Ainda buscando resolver a questão, os geradores do município, conselhos, e outras entidades envolvidas, promoveram várias reuniões, onde foi decidido contratar uma empresa privada para fazer a coleta e destinação adequadas dos resíduos de saúde, e cada gerador pagaria pelo serviço. O vereador Marco Pozza (PMDB), que foi o representante do legislativo nessas reuniões, ressaltou o problema dos Planos de Gerenciamento de Resíduos de Saúde que têm que ser elaborados por todos os estabelecimentos de saúde. “Muitos geradores apresentam dúvidas quanto a elaboração”. Sobre esse ponto, Bertol indicou que os geradores protocolem seus planos na vigilância da forma que conseguirem fazer, para que as licenças possam ser liberadas. “Posteriormente será feita a correção dos planos, e os problemas e dúvidas serão resolvidas”, disse Bertol.Pozza declarou estar satisfeito com o atual processo de coleta e destinação de resíduos no município. “Acredito que o trabalho está sendo conduzido da melhor forma. Também quero parabenizar da vigilância e manifestar meu descontentamento quanto ao pequeno quadro funcional, acredito que Pato Branco precisa de mais pessoas desenvolvendo essa importante função”, finalizou.