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Autor: Admin

Reunião discute ações contra a compra de votos

Buscando coibir a compra de votos em Pato Branco, os vereadores Cilmar Pastorello (PL), Guilherme Silverio (PMDB), Márcia Kozelinski (PPS), Marco Pozza (PMDB) e Volmir Sabbi (PT), promoveram uma reunião na manhã de ontem (20), com presença do presidente da Casa de Leis, Laurindo Cesa (PSDB), o presidente do PMDB, Nilson Aver, presidente do PPS, Jorge Freitas, o membro da Comissão de Ética na Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Valmir Chiochetta Júnior, o representante 3º batalhão da Polícia Militar, tenente Luiz Figueiredo, o advogado Luis Corona, e meios de comunicação. Eles decidiram elaborar um manifesto, que será escrito pela OAB, onde pedirão ações da Justiça Eleitoral diante das denúncias de compra de votos no município.Segundo Sabbi, a sociedade brasileira está muito desapontada com o que vem acontecendo no cenário político nos últimos meses. “As pessoas estão aceitando situações que são compra de votos com naturalidade, mas temos que conscientizar as pessoas de que isso alimenta a corrupção”, disse. Silverio acrescentou que não existem expectativas de acabar com o problema. “Nosso objetivo é iniciar um processo, através da união de entidades e comunidade para diminuir esses casos. Na última eleição que tivemos, observamos um descaso a respeito do que estava acontecendo. Espero que nesse ano, a polícia se mobilize tentando impedir a distribuição de cestas básicas, por exemplo”, desejou.Pastorello declarou que os eleitores não têm a consciência de que a corrupção começa nas eleições. “Os políticos não nasceram corruptos, o processo começa na eleição, e se a população negocia voto, está colaborando decisivamente para o crescimento desse problema”, disse.PMFigueiredo relatou que na próxima semana o batalhão receberá 30 alunos soldados que vão trabalhar nas eleições, além de outros reforços. “Nossa intenção é promover vários bloqueios nos bairros no intuito de fazer revistas. Certas situações ficam fora de nossa linha de atuação, sendo importante cobrar ações do Ministério Público ou Justiça Eleitoral”, ressaltou. DenúnciasO vereador Marco Pozza levantou as dificuldades de comprovar ou reunir provas da compra de votos, o que torna certas ações impunes. “Por isso é importante essa reunião, pois em grupo poderemos encontrar uma maneira de coibir essa prática”, disse.O membro da Comissão de Ética na Política da OAB, Valmir Chiochetta Júnior, relatou que a ordem protocolou dois pedidos de providência a respeito de irregularidades nas campanhas. “Recebemos um ofício do Ministério Público informando que o nosso pedido está sendo apurado. Quero ressaltar que a OAB está aberta para trabalhar, porém precisa de ajuda da sociedade que em certos casos se amedronta e em outros é conivente. Recebemos denúncias, mas infelizmente não podemos levar a diante por falta de provas. É importante que as pessoas e entidades denunciem essas práticas para o Ministério Público ou para a Justiça Eleitoral, que tem obrigação de investigar”, salientou.