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Autor: Admin

Secretário diz que Samu não é viável para Pato Branco

Depois de um ano, o secretário Municipal de Saúde, Flávio Ceni, retornou na sessão ordinária de ontem (24), da Câmara Municipal de Pato Branco, para esclarecer o posicionamento de não implantar o Sistema de Atendimento Médico de Urgência (Samu) no município.Defendendo o parecer, fruto do estudo feito pelo secretário sobre a viabilidade de implantação, Ceni enalteceu o trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros de Pato Branco, bem como o atendimento de alta complexibilidade disponível na cidade. “O trabalho realizado pelo Corpo de Bombeiros foi motivo de Moção de Aplausos desta Casa de Leis. A sua equipe chega a qualquer ponto do município de seis a oito minutos. E no centro, a demora é de três minutos”, disse. Segundo ele, o Samu não é necessário para Pato Branco, porque em nenhuma situação é preciso levar um paciente ou vítima para receber atendimento fora do município. “Em Picos, Piauí, citado pelo vereador Volmir Sabbi (PT), com certeza há uma necessidade do Samu. Pelo que percebi, os pacientes de Picos, são encaminhados para Terezina quando é necessário um atendimento de maior complexibilidade, o que não é o caso de Pato Branco, talvez o terceiro município do Paraná em termos de complexibilidade”, afirmou Ceni.O vereador Marco Pozza (PMDB), lembrou que no ano passado, quando o secretário esteve na câmara falando do Samu, ele afirmou que o programa era desenvolvido para cidades com mais de 200 mil habitantes. “Para implantar o sistema é necessário a criação de uma Central de Regulação, composta por dez médicos, cinco enfermeiras, cinco auxiliares de enfermagem, oito motoristas, cinco telefonistas e um operador de rádio. Somando um custo médio de R$ 120 mil, somando os gastos com matérias”, relatou Pozza.O secretário falou sobre o município de Apucarana, que tem o programa implantado desde 2004. “Conversei com os responsáveis do Samu naquele município e eles me disseram que os gastos são de aproximadamente R$ 132 mil”, disse. Nesse momento, Sabbi, que disse ter conversado com o coordenador do Samu em Apucarana, Nicolas Lamas, acrescentou que naquela cidade o governo federal entra com (números aproximados) R$ 60 mil, o estadual com R$ 25 mil e o município com R$ 50 mil por mês para manter o programa. “Lamas me disse que o município ganhou muito com a implantação do serviço”, garantiu. Sabbi também argumentou que o atendimento prestado pelo Samu é para urgências médicas, e não para traumas, função do Siate. Ceni declarou que não é contrário a implantação do serviço, mas acredita que a população está sendo atendida de forma competente pela estrutura do município. “Nesse momento, não precisamos tirar esse montante de recursos de outro importante serviço para colocar nesse, que está sendo contemplado pela estrutura do município”, alegou.O vereador Cilmar Pastorello (PL), propôs a troca do Samu pelo Programa Saúde da Família (PSF). “Concordarei com a sua decisão se você me disser que os recursos que seriam investidos no Samu, sejam empregados no Programa Saúde da Família, que é um serviço de prevenção, importante para o nosso município e que na minha opinião traria mais benefícios”, sugeriu.Ao final, o vereador Guilherme Silverio (PMDB) trouxe um requerimento aprovado no dia 15 de setembro do ano passado, onde solicitava um posicionamento oficial do Executivo quanto a decisão tomada em relação ao programa Samu/Siate. “Passados um ano, não obtive a resposta desse ofício, que era uma oportunidade de encerrar esse assunto”, lamentou. Ceni respondeu que nesse momento a implantação não é viável para Pato Branco.