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Autor: Admin

Secretário explica problema das suplementações

A Ordem do Dia da sessão ordinária de ontem (23), da Câmara Municipal de Pato Branco, foi suprimida para que o secretário municipal de Administração e Finanças, Mauro Sbarain, prestasse esclarecimentos quanto a abertura de créditos orçamentários enviados a câmara; à execução orçamentária deste exercício; empenhos não pagos e despesas realizadas sem dotação orçamentária. A convocação foi feita pelo presidente da câmara, Laurindo Cesa (PSDB), a pedido do vereador Aldir Vendruscolo (PFL).Sbarain começou seu pronunciamento dizendo que está na prefeitura há 15 anos e que em todas as administrações em que esteve trabalhando no setor de finanças, houveram problemas financeiros. “O prefeito zela pela comunidade, e alguns dos erros que acontecem não são por vontade própria, mas porque ele quer atender bem a sua população”, disse.O vereador Marco Pozza (PMDB) indagou se foram realizadas despesas sem previsão orçamentária. Ele respondeu que a prefeitura está trabalhando com o planejamento. “Nós primeiro verificamos o orçamento para depois fazer um empenho. Não foram realizados gastos sem previsão orçamentária, está tudo empenhado”, explicou.O líder do PL na câmara, vereador Cilmar Pastorello, insistiu perguntando se não existem compras feitas sem dotação orçamentária. “Do meu conhecimento, não”, respondeu Sbarain.O vereador Guilherme Silvério (PMDB) lembrou que no segundo quadrimestre deste ano a receita arrecadada foi de R$ 21,8 milhões, e a executada R$ 24 milhões, resultando em déficit de R$ 2 milhões (valores aproximados). “A prefeitura disse que sem a aquisição de equipamentos, teríamos um superáficit de R$ 22 mil. Fiquei intrigado com essa justificativa, porque estou vendo que o déficit existe”, disse. “As pessoas questionam o porquê de se comprar máquinas e fazer despesas. Nós apenas queríamos ilustrar a situação, mas o déficit existe. Porém, a compra foi necessária”, justificou Sbarain.“Sabemos de empresários que estão sem receber da prefeitura e que são informados de que isso acontece porque nós vereadores não estamos aprovando as suplementações. Isto vem contra as informações que você está fazendo. Se não foi efetuado nenhum gasto que não continha previsão orçamentária, tendo dinheiro em caixa, a prefeitura estaria apta a pagar todos os fornecedores”, argumentou Pozza. “Existe o orçamento, a nota foi empenhada e a dívida existe. O pagamento não está sendo feito porque não existe arrecadação suficiente”, alegou o secretário. “Então podemos afirmar que a câmara não tem culpa pela prefeitura não conseguir pagar esses empresários”, perguntou Pozza. “É lógico que não”, respondeu Sbarain. O vereador Volmir Sabbi (PT) indagou se poderiam ter acorrido despesas sem o seu conhecimento e sem previsão orçamentária. “Não Sei. Do meu conhecimento, todas as despesas tem o saldo orçamentário para serem empenhadas, o próprio sistema que utilizamos rejeita o empenho se não tiver previsão orçamentária”, explicou. “Se nós não aprovarmos a suplementação que está na câmara, teremos condições de pagar combustível e funcionalismo até o final do ano”, perguntou o vereador Nelson Bertani (PDT). “Ficaremos em situação difícil. Mas o decreto que fizemos conseguiu resolver a maioria dos problemas”, respondeu.A vereadora Márcia Kozelinski (PPS) questionou o gasto de 19% do orçamento com a saúde pública, que segundo ela, está em condições precárias. “Por que o executado está tão diferente do planejado, por que tantas suplementações?”. Sbarain respondeu que o planejamento existe “o prefeito quer cumpri-lo, mas também quer dar prioridade as suas metas”.O vereador Osmar Braun (PV) perguntou se na experiência de 15 anos de Sbarain na prefeitura, ele acreditava que estaria sendo cometido um dano a economia do município. “Momentaneamente, estamos com problemas. Mas com as mediadas tomadas pelo prefeito, logo a situação estará resolvida”, respondeu.