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Autor: Admin

Vereador fala do pagamento de adicional de insalubridade para agentes de saúde

O vereador Ito Oliveira (PV) usou o espaço do grande expediente da sessão de ontem (20), da Câmara Municipal de Pato Branco, para falar sobre o adicional de insalubridade que foi retirado dos Agentes Comunitário de Saúde no ano passado.Segundo o vereador, o corte do adicional de insalubridade ocorreu com base em laudo solicitado pelo Executivo na época e elaborado por empresa especializada. “O laudo apresentado pela empresa acabou cortando 20% do benefício que os agentes comunitários de saúde recebiam”, disse. Ito Oliveira citou que insalubridade, de acordo com a CLT, é a atividade onde o trabalhador é exposto a “agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”.Ele também citou normativa do Ministério do Trabalho que fala da exposição ao calor e também do contato com pacientes, animais ou com material infectocontagiante entre os quesitos para uma atividade ser considera insalubre.“Quero saber se vocês colegas vereadores concordam com o laudo que tirou esses 20% dos Agentes Comunitários de Saúde. Se vocês concordam que, se o trabalhador tem contato com pessoas infectadas com o HIV, tuberculose ou hanseníase, ele não tem direito a receber o adicional de insalubridade. Gostaria que vocês vereadores me acompanhassem até o Executivo para levar essa reivindicação que é no mínimo justa”, ressaltou Ito Oliveira.O vereador calculou que, considerando o número de 40 funcionários com salário base fixado em R$ 746,00, o valor do adicional de insalubridade de 20% para todos esses servidores, em um ano, não chegaria a R$ 72 mil. “Se você pensar em saúde pública e no trabalho que essas pessoas fazem esse é um valor muito pequeno. É um investimento e não uma despesa”, finalizou.A agente comunitária de saúde, Cristieli Aparecida de Lima, usou o espaço da Tribuna Livre para falar sobre a atividade diária dos agentes e as dificuldades enfrentadas. “Identificamos que no trabalho dos agentes, as cargas físicas são representadas pela exposição ao calor, frio e umidade, odores provenientes de esgotos e valas e condições de higiene ambiental e das moradias; as cargas químicas incluem fumaça e poeira; entre as cargas orgânicas estão o contato com pessoas portadoras de doenças infectocontagiosas, água, alimentos e ambientes contaminados; as cargas mecânicas estão presentes em longas caminhadas carregando materiais pesados e longos períodos em pé; e as cargas psíquicas são constituídas pela presença de animais perigosos, assédio moral no ambiente de trabalho e o risco de agressão por membros das famílias assistidas”, relatou.