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Autor: Admin

Vereadores debatem problema das filas

Na sessão ordinária de ontem (4), da Câmara Municipal de Pato Branco, os vereadores Marco Pozza (PMDB) e Cilmar Pastorello (PL), usaram o espaço do Grande Expediente para falar sobre os problemas das filas geradas para a marcação de consultas no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). No último dia 29, a sede do CAPS, localizada na esquina entre a rua Tocantins e Brasília, amanheceu com uma fila que foi aumentando ao longo da manhã, chegando a ter mais de cem pessoas. Pozza relatou que uma mulher que estava nessa fila contou a ele e aos vereadores Pastorello e Volmir Sabbi (PT), que havia chegado ás 11h e não conseguiu uma senha, sendo que o cadastramento das consultas começa às 13h. “Tratando-se de um pré agendamento, as pessoas que chegam antes conseguem marcar a consulta, por isso é formada a fila”, disse Pozza, acrescentado que a principio seriam agendadas cem consultas, mas como esse mês tem feriados e a profissional fará um curso, o número caiu para 70.Pastorello ressaltou que os vereadores não foram lá para encontrar culpados, e estão dispostos a se reunir com o secretário Municipal de Saúde, Flávio Ceni, na busca de uma solução para esse tipo de problema. “Acredito que a pessoa quando é atendida, ao sair da consulta pode agendar a reconsulta, o que pode diminuir essas filas”, sugeriu. Sabbi indicou a definição de outros critérios para a distribuição de consultas. “Atualmente, o critério de seleção é a de quem chega primeiro, no meu ver, as pessoas que conseguem chegar mais cedo e tem resistência de ficar ali esperando são as mais saudáveis. Acredito que o critério deva ser técnico, levando em conta o caso de cada paciente”, disse.O líder do governo na câmara, vereador Aldir Vendruscolo (PFL), relatou que o prefeito Roberto Viganó (PDT) está empenhado na busca de uma solução para esse problema, e tanto ele como o prefeito não gostaram do que aconteceu. “A administração tentou resolver esse e outros problemas de saúde com a realização de teste seletivo para a contratação de mais profissionais. Porém, tivemos problemas em dois testes seletivos, contatamos a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal de Paraná) para aplicar o teste mas ela nos deu a resposta de que não poderá fazer. Mas estamos empenhados na busca de uma solução”, ressaltou.A vereador Márcia Kozelinski (PPS) criticou o local onde está funcionando o CAPS, que segundo ela não é adequado para o funcionamento do programa, que é mais amplo que a realização de consultas. “As filas ocorrem nas outras unidades do sistema de saúde de Pato Branco. Isso acontece porque nós temos uma demanda represada. Essa demanda existe porque não há resolução no atendimento, porque as consulta não tem qualidade. Não podemos conceber que em 30min se faça 16 consultas com qualidade”, afirmou.RequerimentoPozza fez um requerimento no dia 2 de junho solicitando informações sobre os profissionais que trabalham no CAPS, a resposta da prefeitura veio no dia 8 de junho, relatando que: “Anteriormente, o agendamento era feito por ordem de chegada do paciente, por isso ocorreu do paciente ir na madrugada para pegar vez; hoje estamos pré agendando, sempre na última semana do mês corrente, para serem atendidos no mês seguinte sendo o horário a partir das 13h no próprio CAPS, onde se distribui senhas, o agendamento é rápido e não tivemos complicações, pois as funcionárias são competentes e atendem toda demanda”.“Esse ofício está equivocado, porque nem passados 30 dias, a imprensa de Pato Branco veio mais uma vez denunciar o atraso e falta de compromisso com a população que precisa do CAPS”, ressaltou Pozza.